Biologia na Prova Paraná: avanços, contradições e tensionamentos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36661/2595-4520.2026v9n3.15655

Palavras-chave:

Avaliações externas, Prova Paraná, Ensino de Biologia

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar os avanços, contradições e tensionamentos da Prova Paraná no ensino de Biologia e no trabalho docente. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, da qual participaram 29 professores de Biologia do Núcleo Regional de Ponta Grossa (Paraná)que responderam a um questionário e a uma entrevista semiestruturada. Os dados construídos foram analisados com base na Metodologia da Análise Textual Discursiva, originando-se três categorias, nas quais se revela que a Prova Paraná acarreta pressão constante e a substituição do saber científico, cultural e pedagógico por estatísticas. Na percepção dos professores, ela não se constitui como avaliação diagnóstica e não contribui significativamente para a qualidade da educação paranaense, pois, a partir de sua implementação, houve: estreitamento do currículo, desvalorização da aprendizagem real dos alunos e valorização de resultados quantitativos/índices; pressão, vigilância, controle sobre o trabalho docente e bonificações ou punições.

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Biografia do Autor

  • Maria Eduarda Annunziato, Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG

    Formada em Técnico em Análises Clínicas, pelo Colégio e Faculdade Sant'Ana, licenciada na graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e mestre em Ensino de Ciências e Educação Matemática, pelo programa PPGECEM-UEPG. Várias experiência no campo de Educação, com estágio concluído na área de meio ambiente e residente concluída pelo Programa Residência Pedagógica da UEPG. Atualmente é pesquisadora no Grupo de Estudos e Pesquisas em Política Educacional e Avaliação - GEPPEA (UEPG), além de professora de Ciências, Biologia e Programação, do estado pelo PSS.

  • Micheli Bordoli Amestoy, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG

    Doutora em Educação em Ciências pela Universidade Federal de Santa Maria (2019), com doutorado sanduíche (PDSE/CAPES) na Universidade do Minho - Braga/ Portugal. Mestra em Educação em Ciências pela Universidade Federal de Santa Maria (2015). Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria. Foi professora substituta do Departamento de Metodologia do Ensino (MEN-UFSM). Atualmente é professora colaboradora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e professora credenciada ao Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática (PPGECEM/ UEPG). Atua como pesquisadora no Grupo de pesquisa IDEIA - Educação em Ciências (UFSM) e no Grupo de Estudos e Pesquisas em Política Educacional e Avaliação - GEPPEA (UEPG) - cadastrados no CNPQ. Têm experiência e interesse nos seguintes temas: Políticas Educacionais, Políticas de Avaliação em Educação, Avaliação Educacional, Ensino de Ciências.

  • Mary Ângela Teixeira Brandalise, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG

    Possui graduação em Licenciatura em Ciências - Habilitação Matemática pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1979), Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (2002) e doutorado em Educação (Currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2007). Atualmente é avaliador do basis do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, professora Sênior da Universidade Estadual de Ponta Grossa nos Programas de Pós-graduação em Educação e Ensino de Ciências e Educação Matemática. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Politica Educacional e Avaliação - GEPPEA cadastrado no CNPQ.

  • Cristiane de Fátima Budek Dias, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG

    Doutora em Ensino de Ciência e Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Câmpus Ponta Grossa. Mestra em Ensino de Ciência e Tecnologia, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Câmpus Ponta Grossa. Especialista em EaD e Novas Tecnologias (FAEL - 2010). Graduada em Pedagogia, pela Faculdade Educacional da Lapa (FAEL - 2009). Graduada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Centro Universitário FAEL - UNIFAEL, 2022). Pedagoga da Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED/PR). Pesquisadora do grupo de Pesquisa Ensino e Aprendizagem de Probabilidade e Estatística, da UTFPR, Câmpus Ponta Grossa e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Política Educacional e Avaliação (GEPPEA) da UEPG. Desenvolve pesquisas na área de avaliação educacional, Educação Estatística e formação de professores.

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Publicado

01-07-2026

Como Citar

ANNUNZIATO, Maria Eduarda; AMESTOY, Micheli Bordoli; BRANDALISE, Mary Ângela Teixeira; DIAS, Cristiane de Fátima Budek. Biologia na Prova Paraná: avanços, contradições e tensionamentos . Revista Insignare Scientia - RIS, Brasil, v. 9, n. 3, p. 15655, 2026. DOI: 10.36661/2595-4520.2026v9n3.15655. Disponível em: https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/RIS/article/view/15655. Acesso em: 6 jul. 2026.