Biologia na Prova Paraná: avanços, contradições e tensionamentos
DOI:
https://doi.org/10.36661/2595-4520.2026v9n3.15655Palavras-chave:
Avaliações externas, Prova Paraná, Ensino de BiologiaResumo
Este artigo tem como objetivo analisar os avanços, contradições e tensionamentos da Prova Paraná no ensino de Biologia e no trabalho docente. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, da qual participaram 29 professores de Biologia do Núcleo Regional de Ponta Grossa (Paraná)que responderam a um questionário e a uma entrevista semiestruturada. Os dados construídos foram analisados com base na Metodologia da Análise Textual Discursiva, originando-se três categorias, nas quais se revela que a Prova Paraná acarreta pressão constante e a substituição do saber científico, cultural e pedagógico por estatísticas. Na percepção dos professores, ela não se constitui como avaliação diagnóstica e não contribui significativamente para a qualidade da educação paranaense, pois, a partir de sua implementação, houve: estreitamento do currículo, desvalorização da aprendizagem real dos alunos e valorização de resultados quantitativos/índices; pressão, vigilância, controle sobre o trabalho docente e bonificações ou punições.
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