Que História Pública é contada sobre os povos africanos no Museu Itinerante Egípcio?

  • Cyntia Simioni França Unespar

Resumo

O artigo é tecido a partir de uma ação educativa desenvolvida em um Museu Egípcio Itinerante, na cidade de Londrina, no norte do estado do Paraná, com a participação de dezesseis estudantes do 9.º ano de uma escola estadual, de tempo integral. O museu é lugar de trânsito, deslocamentos, transfigurações e ultrapassagens em que aflora relações dinâmicas e intricadas entre os sujeitos na experiência de aprender e sentir os enovelamentos temporais (PEREIRA; CARVALHO, 2010). No entanto, encontramos uma intrincada história de seleção de memórias que ganham visibilidade e outras esquecidas. Nesta perspectiva, conceber ações educativas que provoquem o estranhamento dos sentidos históricos e memorialísticos propostos nos museus torna-se uma prática fundamental e o aporte teórico-metodológico mergulhado nas ideias do filósofo alemão Walter Benjamin (1985;1987) e do historiador Edward Palmer Thompson (1981; 1988) subsidiou uma leitura a contrapelo do museu Egípcio e estimulou a produção de conhecimentos históricos e educacionais pelo viés coletivo (THOMPSON, 1981), ou seja, pela via da autoridade compartilhada (FRISCH, 2016).

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Publicado
18-12-2019
Como Citar
FRANÇA, C. Que História Pública é contada sobre os povos africanos no Museu Itinerante Egípcio?. Fronteiras: Revista Catarinense de História, n. 34, p. 76-99, 18 dez. 2019.