Por um ensino de História antirracista

formação de professores/as e descolonização curricular

  • MELINA KLEINERT PERUSSATTO Universidade do Vale do Rio dos Sinos https://orcid.org/0000-0001-9356-5956
  • FÁBIO ARAÚJO Universidade Federal da Fronteira Sul
  • TAÍSE STAUDT Universidade Federal da Fronteira Sul

Resumo

O artigo registra uma experiência de formação de professores/as ocorrida em uma disciplina optativa de um curso de Licenciatura em História, trazendo ganhos e desafios de um ensino de história antirracista. Visa contribuir para a descolonização curricular e a implementação dos marcos legais em torno do ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena e da educação das relações etnicorraciais no Brasil. A disciplina ancorou-se em ganhos e desafios da perspectiva interseccional para a pesquisa, escrita e ensino de história, com ênfase sobre o campo do pós-abolição e as produções intelectuais negras. Após algumas questões introdutórias, o artigo discorre sobre inflexões epistemológicas, apresenta propostas pedagógicas e finaliza com reflexões sobre a descolonização curricular em cursos de formação de professores/as.

Biografia do Autor

MELINA KLEINERT PERUSSATTO, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

É Doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2018), Mestra em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2010) e Licenciada em História pela Universidade de Santa Cruz do Sul (2007). Realiza pós-doutorado na Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Foi professora substituta de Ensino de História na Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Chapecó, onde também atuou como membro do Grupo de Estudos Escravidão e Liberdade do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas, do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação Brasileira e do Grupo de Trabalho Políticas Educacionais e Documentos indutores das Políticas Educacionais. No âmbito da Associação Nacional de História - seção Rio Grande do Sul (ANPUH/RS), foi vice-coordenadora do GT Emancipações e Pós-Abolição (2016-2018); coordenadora (2015-2016) e vice-coordenadora (2014-2015) do GT Mundos do Trabalho da ANPUH/RS. Tem experiência na educação básica nas disciplinas de História, Geografia e Filosofia. Como pesquisadora, tem experiência na área de História, com ênfase em História Social, atuando principalmente nos seguintes temas: emancipações e pós-abolição; liberdade, trabalho, educação e cidadania; trajetórias e biografias; imprensa negra. (Texto informado pelo autor)

FÁBIO ARAÚJO, Universidade Federal da Fronteira Sul

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (2006). Mestrado em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS, Campus Chapecó-SC, atuando principalmente nos seguintes temas: história econômica regional, história indígena.

TAÍSE STAUDT, Universidade Federal da Fronteira Sul

Graduada no curso de Licenciatura em História na Universidade Federal da Fronteira Sul no ano de 2018. Pesquisa na área de História do tempo presente, memória, mobilidades contemporâneas, diáspora, negritude, branquidade, relações sociais e sociabilidades. Trabalha principalmente com as temáticas voltadas ao Haiti e a mobilidade haitiana na América. Atualmente cursando Letras - Português e Espanhol na Universidade Federal da Fronteira Sul e executando o projeto cultural; Haitianas e haitianos presentes na história, cultura e memória de Chapecó, financiado pela Prefeitura Municipal de Chapecó através do Edital das Linguagens do ano de 2019.

Publicado
18-12-2019
Como Citar
PERUSSATTO, M.; ARAÚJO, F.; STAUDT, T. Por um ensino de História antirracista. Fronteiras: Revista Catarinense de História, n. 34, p. 181-195, 18 dez. 2019.