Lugares de memória e ressignificação cultural na Terra Indígena Toldo Pinhal

  • Jéssica Alberti Giaretta Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS
  • Jaisson Teixeira Lino Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Resumo

O presente artigo tem por objetivo apresentar alguns aspectos culturais fundamentais para a consecução da demarcação da Terra Indígena Toldo Pinhal, localizada no município de Seara, na região oeste de Santa Catarina. Utilizando-se de variadas fontes bibliográficas e audiovisuais, reflete-se aqui sobre os elementos identitários culturais que foram acionados pela referida comunidade indígena na luta pela afirmação de direitos básicos, como o acesso à terra e a manutenção de traços culturais críticos para a manutenção do “ser Kaingang”. Deste modo, apresentam-se lugares de memória distribuídos na paisagem juntamente com demais atividades culturais, com destaque para as semanas culturais. Por fim, reafirma-se que a mobilidade territorial é parte de um todo cultural deste povo, contrariando as ideias de parte dos não-indígenas que associam “nomadismo” com “ausência de apego a terra”.
Palavras-Chave: história indígena, Kaingang, terra indígena, lugares de memória.

Biografia do Autor

Jéssica Alberti Giaretta, Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS
Graduada em História pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó/SC.
Jaisson Teixeira Lino, Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS
Professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó/SC. Pós-doutor em Arqueologia pela Universidade de Amsterdã, Holanda. Email: lino@uffs.edu.br.
Publicado
22-10-2018
Como Citar
GIARETTA, Jéssica Alberti; LINO, Jaisson Teixeira. Lugares de memória e ressignificação cultural na Terra Indígena Toldo Pinhal. Fronteiras: Revista Catarinense de História, [S.l.], n. 31, p. 124-137, out. 2018. ISSN 2238-9717. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/FRCH/article/view/10566>. Acesso em: 19 nov. 2018.