Indígenas, catequese e civilização no município da vila de São José de Porto Alegre, Bahia (1842-1849)
DOI:
https://doi.org/10.29327/253484.1.42-4Palavras-chave:
Indígenas, Catequese e civilização, BotocudosResumo
Este artigo busca descrever as iniciativas do Governo Provincial da Bahia para catequizar e civilizar os chamados “índios selvagens” do município de São José de Porto Alegre (1842-1849). Em um primeiro momento, aborda-se acerca da presença dos indígenas no município de São José de Porto Alegre, destacando os conflitos entre indígenas e colonos. Em um segundo momento, apresenta-se as percepções das autoridades sobre o melhor meio para catequizar e civilizar os indígenas, evidenciando a adoção de dois meios: a fundação de um aldeamento e de uma Colônia militar. Em um terceiro momento, analisa-se a iniciativa de fundação do aldeamento, demonstrando sua falência por falta de missionário e, principalmente, pela resistência dos indígenas ao aldeamento. Em seguida, examina-se a iniciativa de implantação da Colônia militar, mostrando seu insucesso devido a pouca adaptabilidade dos não indígenas às matas e pela falta dos meios financeiros adequados. Conclui-se ressaltando a incapacidade do governo em promover adequadamente o serviço de catequese e civilização e a ausência do poder público na região do Mucuri.