Formação Docente e desenvolvimento do Pensamento Crítico diante da Fake Science
DOI:
https://doi.org/10.36661/2595-4520.2026v9n2.15518Palavras-chave:
Letramento Científico, Processo formativo, Informação falsaResumo
Partindo do cenário contemporâneo marcado pela circulação de informações falsas de cunho científico, denominadas aqui de Fake Science, defende-se que a formação docente deve priorizar a construção do pensamento crítico, de competências analíticas, argumentativas e reflexivas capazes de sustentar o discernimento científico. Este artigo teve como objetivo analisar como processos formativos, mediados pela análise de informações com aparência de cientificidade, contribuem para o desenvolvimento do pensamento crítico de professores no Ensino de Ciências. Esta pesquisa de campo foi desenvolvida com 22 professores da rede municipal de Toledo/PR, Brasil, por meio de uma ação formativa composta por seis encontros. Constata-se que o fenômeno da Fake Science vai além da dimensão meramente informacional, assumindo um caráter discursivo e social, ao desafiar tanto o ensino quanto a formação de professores, bem como as próprias formas de compreender e legitimar o conhecimento científico. Nesse contexto, o pensamento crítico manifesta-se como um processo dialógico e reflexivo de construção de significados, sustentado na análise racional, no julgamento argumentativo e na articulação entre informação, contexto e intencionalidade dos discursos. Nos cenários latino-americanos, o enfrentamento desse desafio torna-se ainda mais complexo, em razão das desigualdades estruturais, das limitações institucionais e das tensões políticas e ideológicas que permeiam os sistemas educacionais.
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