A resistência de Monse na série “On my block” (2018)
do lugar de fala ao empoderamento
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2026v19n1.15323Palavras-chave:
Monse, Resistência, Lugar de Fala, Empoderamento, Feminismo NegroResumo
Neste artigo, interessamo-nos pela série “On my block” (2018), mais especificamente pela personagem protagonista Monse, adolescente afrolatina que, ao longo da série, evidencia um modo de existir resistente, contrapondo-se a histórias universais. Ao assistirmos à série sob a perspectiva teórica do feminismo negro, notamos que essa protagonista, embora não se declare “feminista (negra)” ou que defenda o “feminismo (negro)”, produz dizeres e atitudes passíveis de serem relacionados a essa perspectiva filosófica, ou melhor, produz sentidos que se alinham/filiam ao discurso do feminismo negro, de modo a constituir outras formas de (se) expressar e de ser. Assim, objetivamos analisar como a luta de Monse, na relação com seu grupo de amigos e com o lugar onde mora, pode evidenciar uma subjetividade que assume um lugar de fala, empoderando-se individual e coletivamente, de maneira a resistir discursivamente a padrões e comportamentos vinculados a narrativas universais.
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