Da potência da imaginação feminista às alianças insólitas
pensar práticas para enfrentar a violência de gênero
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2026v19n1.15236Palavras-chave:
violência de gênero, feminismo decolonial, feminismos criminológicos, imaginação feminista, práticas feministasResumo
Esse artigo tem como objetivo refletir sobre as práticas feministas não hegemônicas que os feminismos produzem no campo das resistências à violência de gênero. Para isso, propomos um primeiro exercício de reimaginar a partir de feminismos, aqui chamados outros, que se contrapõem ao feminismo hegemônico branco, de caráter carcerário e punitivista. Nosso segundo exercício elucida a potência da imaginação destes feminismos não hegemônicos para criar alianças insólitas, capazes de elaborar artesanalmente práticas de enfrentamento à violência de gênero em diversos contextos de resistências feministas transnacionais. A pesquisa apoia-se em uma revisão bibliográfica narrativa, que costura diálogos entre os feminismos negro e decolonial, com contribuições do pensamento feminista negro brasileiro e estadunidense e decolonial latinoamericano e caribenho. Esse trajeto nos serve como guia para imaginar um horizonte inegociavelmente feminista e criativo que não reforce violências coloniais em suas práticas contra a violência de gênero.
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