Bergson

sob a sombra do eu e os limites do dizível

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36661/1983-4012.2025v18n2.14949

Palavras-chave:

Bergson, Linguagem, Duração, Consciência, Intuição

Resumo

Este artigo investiga a relação entre a filosofia de Henri Bergson e os limites da linguagem na expressão e constituição do eu. A discussão a partir de Bergson centra-se na distinção entre o eu superficial, manifestado por meio da linguagem espacializada e da associação de ideias; e o eu profundo, a continuidade qualitativa da duração, ou seja, o tempo real, que escapa à representação estática. Em diálogo com as posições de filósofos como Sellars, Ryle e Wittgenstein, apresentamos uma concepção tradicional que associa a mente à linguagem, evidenciando o erro ontológico apontado por Bergson de reduzir a complexidade dos estados de consciência a meras construções semânticas. Em seguida, vemos que a linguagem, embora indispensável para a comunicação e organização do pensamento, limita a apreensão da realidade interior, pois apenas captura uma superfície do fluxo mental. Assim, Bergson defende que a consciência requer uma abordagem intuitiva que ultrapasse os confins do dizível, possibilitando uma experiência direta da continuidade do eu.

Biografia do Autor

  • Pablo Antonio Pelizza, Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

    Mestrando em Filosofia pelo Programa de Pós Graduação em Filosofia da UFFS.

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Publicado

02-12-2025

Como Citar

PELIZZA, Pablo Antonio. Bergson: sob a sombra do eu e os limites do dizível. Intuitio, Brasil, v. 18, n. 2, p. 1–17, 2025. DOI: 10.36661/1983-4012.2025v18n2.14949. Disponível em: https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/intuitio/article/view/14949. Acesso em: 11 jan. 2026.