Disputas de legitimidade na filosofia latino-americana e na epistemologia feminista
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2026v19n1.15353Palavras-chave:
Filosofia Latinoamericana, Epistemologia Feminista, Colonialidade, LegitimidadeResumo
O presente artigo analisa as disputas de legitimidade presentes em dois debates filosóficos: a discussão sobre a existência de uma filosofia latino-americana e o surgimento da epistemologia feminista. Partindo das contribuições de autores como Zea e Bondy, examina-se como a crítica latino-americana sobre a dependência colonial evidencia que a universalidade filosófica foi construída a partir de um sujeito europeu. De forma similar, recuperam-se as críticas feministas formuladas por Scheman, Longino, Harding, Haraway e Spivak, que denunciam o caráter masculinizado e excludente do sujeito epistêmico tido como neutro. A partir de uma metodologia qualitativa e exploratória, argumenta-se que ambos os debates convergem ao denunciar o universalismo abstrato e ao propor a filosofia situada como fundamento alternativo de legitimidade, ampliando o entendimento filosófico. Como reflexão final, entende-se que a interlocução entre as tradições latino-americana e feminista, além de ampliar o escopo crítico, oferece bases para a construção de um conhecimento e de uma filosofia plurais e comprometidos com realidades historicamente marginalizadas.
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