Pensamento Crítico em Ciências na América Latina: Subsídios para uma Práxis Decolonial e Antirracista na Formação de Professores de Ciências
DOI:
https://doi.org/10.36661/2595-4520.2026v9n2.15516Palavras-chave:
Ensino de Ciências, Formação de Professores, Práxis AntirracistaResumo
Este artigo se trata de um ensaio teórico, o qual analisa as contribuições do pensamento crítico em Ciências na América Latina para a construção de uma práxis decolonial e antirracista na formação de professores de Ciências. O presente trabalho se fundamenta na ideia de ensino tradicional de Ciências fortalece a colonialidade do saber e o epistemicídio de povos originários e afro-diaspóricos. Além disso, o estudo discute a urgência de um giro decolonial que ultrapasse a racionalidade técnica. Assim, o desenvolvimento deste ensaio tem como base os estudos decoloniais e a pedagogia freireana, problematizando a neutralidade da Ciência Moderna e a hegemonia eurocêntrica presente nos currículos. Como resultado, apresenta-se um itinerário pedagógico fundamentado na tríade Ação-Reflexão-Transformação, o qual interage com o paradigma do Bem Viver (Sumak Kawsay) e a Interculturalidade Crítica de Catherine Walsh. Por fim, a formação docente deve assumir uma postura de desobediência epistêmica, promovendo a justiça cognitiva e transformando a sala de aula em um espaço de reexistência e valorização da diversidade de saberes.
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