O conceito de Produção Mais Limpa (P+L) aplicado aos resíduos do setor elétrico

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36661/2596-142X.2026v8n1.15348

Palabras clave:

Economia circular, ESG, ODS, Geração de energia, Ecoeficiência

Resumen

A crescente demanda por práticas sustentáveis no setor elétrico tem impulsionado a adoção de estratégias voltadas à redução de impactos ambientais e ao uso mais eficiente de recursos. Nesse contexto, a Produção Mais Limpa (P+L) apresenta-se como abordagem preventiva aplicável à gestão de resíduos sólidos, alinhada aos princípios ESG e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 7 (Energia Limpa e Acessível), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima). Assim, este estudo avaliou a aplicação do conceito de P+L na gestão de resíduos sólidos no setor elétrico. A metodologia compreendeu revisão bibliográfica sistemática, análise de relatórios de sustentabilidade e um estudo de caso comparativo entre duas organizações do setor. Adicionalmente, foram coletadas informações por meio de questionário estruturado, contendo perguntas objetivas e abertas sobre práticas de gestão de resíduos e estratégias associadas à P+L. Os resultados indicam que, embora o setor disponha de tecnologias consolidadas, como regeneração de óleos isolantes, valorização energética e reaproveitamento de subprodutos, a gestão de resíduos em algumas organizações ainda se concentra predominantemente em soluções de caráter corretivo. A análise corporativa evidenciou avanços na incorporação do ODS 12 e de práticas relacionadas à economia circular, enquanto a integração com o ODS 13 e com o pilar ambiental do ESG ainda apresenta lacunas operacionais. Conclui-se que o setor necessita avançar de abordagens de “fim de tubo” para estratégias preventivas baseadas na P+L, fortalecendo práticas de economia circular e a integração entre gestão ambiental e planejamento estratégico.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Felipe Silveira, Não há.

    Não há

  • Matheus Cavali, Não há.

    Não há.

  • Armando Castilhos Junior, Não há.

    Não há.

Referencias

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10004-1: Resíduos sólidos – Classificação Parte 1: Requisitos de classificação. Rio de Janeiro: ABNT, 2024.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12235: Armazenamento de resíduos sólidos perigosos. Rio de Janeiro: ABNT, 1992.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14605-2: Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Sistema de drenagem oleosa. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.

BELKHODE, P. N. et al. Performance analysis of CI engine using distilled waste transformer oil and diesel fuel blends. Materials Today: Proceedings, v. 56, p. 342-347, 2022. https://doi.org/10.1016/j.matpr.2021.02.008.

BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2010. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm.

BRASIL. Lei nº 14.250, de 25 de novembro de 2021. Dispõe sobre a eliminação controlada de bifenilas policloradas (PCBs) e de seus resíduos. Brasília, DF: Presidência da República, 2021. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14250.htm.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução nº 499, de 6 de outubro de 2020. Dispõe sobre o licenciamento da atividade de coprocessamento de resíduos em fornos rotativos de produção de clínquer. Brasília, DF: CONAMA, 2020b. https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-conama/mma-n-499-de-6-de-outubro-de-2020-281790575.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Como o fim do uso de PCBs em equipamentos elétricos beneficia meio ambiente e sociedade. Brasília: MMA, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/meio-ambiente-urbano-recursos-hidricos-qualidade-ambiental/seguranca-quimica/convencao-de-estocolmo/pcb/projeto_pcb-responsavel/pcb-noticias/como-o-fim-do-uso-de-pcbs-em-equipamentos-eletricos-beneficia-meio-ambiente-e-sociedade. Acesso em: 27 mar. 2026.

CEMIG. Relatório Anual de Sustentabilidade 2023. Belo Horizonte: CEMIG, 2024. Disponível em: https://www.cemig.com.br/relatorio/relatorio-anual-de-sustentabilidade-2023/. Acesso em: 10 jan. 2025.

CHERTOW, M. R. Industrial symbiosis: literature and taxonomy. Annual Review of Energy and the Environment, v. 25, n. 1, p. 313-337, 2000. https://doi.org/10.1146/annurev.energy.25.1.313.

CPFL ENERGIA. Relatório Anual 2024. Campinas: CPFL Energia, 2024. https://www.grupocpfl.com.br/sites/default/files/2025-04/250107_CPFL_RA24_VF%20Final2.pdf.

DE WACHTER, D.; JEZDINSKY, V. The circularity of medium-power electrical transformers Evaluating design options based on an in-depth market. Brussels: Copper Alliance, 2022. https://hrcak.srce.hr/file/392582.

EDF. Universal Registration Document 2024: Annual Financial Report. Paris: Électricité de France, 2024. https://www.edf.fr/sites/groupe/files/2025-04/2025-04-24-edf-urd-2024-en.pdf.

ELETROBRAS. Relatório Anual 2024. Rio de Janeiro: Eletrobras, 2024. https://eletrobras.com/pt/Paginas/Relatorio-Anual.aspx.

EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Balanço Energético Nacional 2024: Ano base 2023. Rio de Janeiro: EPE, 2024. https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2024.

ENEL. Relatório de Sustentabilidade 2024. São Paulo: Enel Brasil, 2024. https://www.enel.com.br/content/dam/enel-br/quemsomos/relatorios-anuais/2024/Relat%C3%B3rio%20de%20Sustentabilidade%20Enel%20Brasil_2024.pdf.

ENGIE BRASIL. Relatório de Sustentabilidade 2024. Florianópolis: Engie Brasil Energia, 2024. https://www.engie.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Engie_RS2024_PT.pdf.

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ (FIEP). O que empresas perdem quando não olham para o ESG. Curitiba: FIEP, 2025. https://www.fiepr.org.br/central-de-informacoes/comunicacao-sesi-senai-e-iel/o-que-empresas-perdem-quando-nao-olham-para-o-esg-1-37872-488256.shtml.

GHISELLINI, P.; CIALANI, C.; ULGIATI, S. A review on circular economy: the expected transition to a balanced interplay of environmental and economic systems. Journal of Cleaner Production, v. 114, p. 11-32, 2016. https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2015.09.007

GRANATO, A. C.; JUNIOR, S. L.; CURKAREVICZ, S. Regeneração de óleo isolante em transformador energizado de 138kV. In XIV Seminário Nacional De Distribuição De Energia Elétrica, 14, 2000, Foz do Iguaçu, Anais […]. https://www.cgti.org.br/publicacoes/wp-content/uploads/2016/01/REGENERAC%CC%A7A%CC%83O-DE-O%CC%81LEO-ISOLANTE-EM-TRANSFORMADOR-ENERGIZADO-DE-138KV.pdf.

HASSANPOUR, M. Transformer Oil Generation and Regeneration Techniques Based on Recent Developments (A Review). Journal of Environmental Chemical Engineering, v. 9, n. 4, 105432, 2021. https://doi.org/10.15377/2409-787X.2021.08.2.

HENISZ, W.; KOLLER, T.; NUTTALL, R. Five ways that ESG creates value. McKinsey Quarterly, 2019. https://www.mckinsey.com/~/media/McKinsey/Business%20Functions/Strategy%20and%20Corporate%20Finance/Our%20Insights/Five%20ways%20that%20ESG%20creates%20value/Five-ways-that-ESG-creates-value.ashx.

ISA CTEEP. Relatório Anual 2024. São Paulo: ISA CTEEP, 2024. https://www.isaenergiabrasil.com.br/sustentabilidade/relatorios-de-sustentabilidade/#:~:text=Relat%C3%B3rio%20de%20Sustentabilidade%202024,empresarial%20%C3%A9tica%2C%20respons%C3%A1vel%20e%20transparente.

KNIESS, C. T. et al. Utilização do resíduo resultante da combustão de carvão mineral em usinas termelétricas na produção de novos materiais: uma análise a partir de artigos científicos e de patentes. Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 13, p. 76-93, 2019.

LENZI, E. Influência do uso de cinzas da combustão de carvão mineral em argamassas de revestimento. 2001. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Santa Catarina, 2001. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/79747.

MEDEIROS, D. D. et al. Aplicação da Produção mais Limpa em uma empresa como ferramenta de melhoria contínua. Production, v. 17, n. 1, p. 109-128, 2007. https://doi.org/10.1590/S0103-65132007000100008.

MELLONI, Eugênio. Indústria do carvão quer eliminar o passivo das cinzas. Brasil Energia, 8 maio 2025. Disponível em: https://brasilenergia.com.br/brasilenergia/termeletricas-e-seguranca-energetica/industria-do-carvao-quer-eliminar-o-passivo-das-cinzas. Acesso em: 30 mar. 2026.

MUTZ, D.; HENGEVOSS, D.; GROSS, C. Opções em Waste-to-Energy na Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos: Um Guia para Tomadores de Decisão em Países Emergentes ou em Desenvolvimento. Eschborn: Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), 2017. https://www.gov.br/cidades/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/saneamento/protegeer-antigo/arquivos/umguiaparatomadoresdedecisoempasesemergentesouemdesenvolvimento.pdf.

NEOENERGIA. Relatório Integrado 2024. Rio de Janeiro: Neoenergia, 2024. https://www.neoenergia.com/relatorio-anual-de-sustentabilidade.

NEXTERA ENERGY. Environmental, Social and Governance Report 2024. Juno Beach: NextEra Energy, 2024. https://www.investor.nexteraenergy.com/sustainability/sustainability-resources.

PEREIRA, N. et al. Relatórios de sustentabilidade: ferramenta de interface no desempenho social, econômico e ambiental das organizações. Revista de Auditoria Governança e Contabilidade, v. 3 n. 5 RAGC, 2015.

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE (PNUMA). Environmental agreements and cleaner production., 2007. https://www.unep.org/resources/report/environmental-agreements-and-cleaner-production.

REN21. Renewables 2023 Global Status Report. Paris: REN21 Secretariat, 2023. https://www.ren21.net/reports/global-status-report/.

RIBEIRO, S; BORGES, F. Gestão de resíduos sólidos urbanos e geração de energia elétrica. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218. 2. 195-213. 10.47820/recima21.v2i2.95, 2021.

SANETRAN. Tudo sobre Waste-to-Energy (WtE): Entenda como essa tecnologia transforma resíduos em energia. 2024. Disponível em: https://sanetran.com.br/waste-to-energy-wte/.

SATHISH, T. et al. Waste to fuel: Pyrolysis of waste transformer oil and its evaluation as alternative fuel along with different nanoparticles in CI engine with exhaust gas recirculation. Energy, v. 267, 2023. https://doi.org/10.1016/j.energy.2022.126595.

SINGH, M.; SIDDIQUE, R. Effect of coal bottom ash as partial replacement of sand on properties of concrete. Resources, Conservation and Recycling, v. 72, p. 20-32, 2013.

STATKRAFT BRASIL. Relatório de Sustentabilidade 2024. Florianópolis: Statkraft, 2024. https://www.statkraft.com.br/sustentabilidade/relatorios/.

TIAN, X. et al. Recovery of valuable elements from coal fly ash: A review. Environmental Research, v. 282, 121928, 2025. https://doi.org/10.1016/j.envres.2025.121928.

TIWARI, P. et al. Hazardous effects of waste transformer oil and its prevention: A review. Next Sustainability, v. 3, 100026, 2024. https://doi.org/10.1016/j.nxsust.2024.100026.

VEERARAGHAVAN, S. et al. Optimized injection strategy for hydrogen-waste transformer oil biodiesel dual-fuel engines: A novel waste-to-energy solution towards environmental protection. Process Safety and Environmental Protection, v. 202, 107749, 2025. https://doi.org/10.1016/j.psep.2025.107749.

VU, H. P.; MULLIGAN, C. N. An Overview on the Treatment of Oil Pollutants in Soil Using Synthetic and Biological Surfactant Foam and Nanoparticles. International Journal of Molecular Sciences, v. 24, 1916, 2023. https://doi.org/10.3390/ijms24031916.

WANG, M. et al. Washing of oil-contaminated soil using a novel surfactant-solvent system. RSC Advances, v. 9, p. 2402-2411, 2019. https://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2019/ra/c8ra09964b.

Publicado

12-05-2026

Número

Sección

Gestão de resíduos sólidos

Cómo citar

SILVEIRA, Felipe; CAVALI, Matheus; CASTILHOS JUNIOR, Armando. O conceito de Produção Mais Limpa (P+L) aplicado aos resíduos do setor elétrico. Revista Gestión y Sostenibilidad, Brasil, v. 8, n. 1, p. e15348, 2026. DOI: 10.36661/2596-142X.2026v8n1.15348. Disponível em: https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/RGES/article/view/15348. Acesso em: 14 may. 2026.