A JOÃO GUIMARÃES ROSA (MARCELLO TASSARA; ROBERTO SANTOS, 1968)
DIÁLOGOS ENTRE O CINEMA EXPERIMENTAL E A ARTE CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.36661/2358-0666.2024v11n2.14568Palavras-chave:
Cinema, História, Memória, Arte Contemporânea, A João Guimarães RosaResumo
Este texto propõe uma reflexão sobre os significados do curta-metragem A João Guimarães Rosa (1968) a partir de duas dimensões, organizadas em dois momentos distintos. Inicialmente, apresento a historicidade da produção e realização do primeiro filme do curso de cinema da USP. O projeto foi organizado por várias mãos e distintos olhares que compartilhavam propostas de novas experimentações da cinematografia nacional, fomentadas pelos diálogos universitários projetados pelos resultados dos primeiros cursos de graduação de cinema no país. Em um segundo recorte, aponto possíveis ressignificações artísticas em torno de sua contemporaneidade, pois ela foi inserida como uma das obras da exposição de arte Agora ou Nunca – Devolução: paisagens audiovisuais de Maureen Bisilliat, organizada pela própria artista em colaboração de Rachel Rezende, no Instituto Moreira Salles. Como hipótese identifico que o estudo histórico de um objeto fílmico é dependente de diferentes interpretações do seu tempo, e eles podem ser definidos nos sentidos entrelaçados ao cinema e a arte contemporânea. Ainda neste sentido, as definições teóricas da historicidade do cinema propostas por Jacques Rancière, somado as contribuições de Philippe Dubois sobre o “efeito cinema” na arte contemporânea e as percepções sobre os possíveis discursos do vídeo e de sua linguagem, evidenciados por Arlindo Machado, deverão auxiliar nas definições conceituais deste artigo.
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