Mulheres, educação popular e filosofia da libertação na América Latina
uma revisão crítica feminista das epistemologias populares apagadas
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2026v19n1.15308Palavras-chave:
Educação Popular, Feminismo Latino-Americano, Filosofia da Libertação, Paulo Freire, Epistemologias Feministas.Resumo
O artigo propõe uma análise filosófica hermenêutica-crítica das contribuições das mulheres à Educação Popular na América Latina, a partir do diálogo entre Paulo Freire e as epistemologias feministas latino-americanas. Por meio de uma revisão bibliográfica qualitativa de 17 produções publicadas entre 2000 e 2025, o estudo identifica o apagamento histórico das mulheres como um problema epistemológico e político, e evidencia o modo como educadoras, filósofas e militantes populares vêm reconstruindo os fundamentos da libertação desde o corpo, o cuidado, o território e a ancestralidade. Inspirada na pedagogia da pergunta e na educação como prática da liberdade, a análise revela que as mulheres não são apenas partícipes, mas autoras da Educação Popular, constituindo uma genealogia de pensamento que reinscreve o feminino como dimensão ontológica da libertação. A Educação Popular feminista emerge, assim, como recriação do projeto freiriano, integrando ética, estética e política numa filosofia viva da comunhão e da esperança.
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