Cartografias da violência corpórea

patriarcado, especismo e escárnio interseccional

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36661/1983-4012.2026v19n1.15313

Palabras clave:

Ética Animal, Feminismo Latinoamericano, Ecofeminismo

Resumen

Este artigo propõe abrir meditações sobre as formas de escárnio e controle exercidos sobre os corpos femininos. A partir de uma perspectiva interseccional e decolonial, traça-se uma cartografia das violências estruturais que moldam essas corporalidades, articulando gênero, raça, e classe. Diante dessa perspectiva compreende-se o corpo como território de disputa, memória e resistência. Concomitantemente, traz-se à baila a persistência dessas violências na exploração de corpos de animais não humanos, evidenciando um paradigma de dominação sustentado por lógicas supremacistas, androcêntricas e antropocêntricas. A análise propõe uma leitura sobre as opressões, incorporando a crítica ecofeminista como mecanismo possível para o romper dos processos hierárquicos, categorizadores e extinguidores entre espécies. Valoriza-se, assim, as resistências oriundas dos movimentos feministas latino-americanos, que reivindicam o corpo humano e não humano para fins de reexistência, cuidado e transformação.

Biografía del autor/a

  • Aldair Marins, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

    Graduado em Filosofia (Bacharelado) pela Universidade de Passo Fundo e mestrando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Publicado

24-07-2026

Cómo citar

MARINS, Aldair. Cartografias da violência corpórea: patriarcado, especismo e escárnio interseccional. Intuitio, Brasil, v. 19, n. 1, p. 1–26, 2026. DOI: 10.36661/1983-4012.2026v19n1.15313. Disponível em: https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/intuitio/article/view/15313. Acesso em: 27 jul. 2026.