Ceticismo, felicidade e razão
sobre o estatuto da filosofia e a “sublimação do pensamento” em Fausto de Goethe e no segundo Wittgenstein
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2026v19n1.15251Palabras clave:
Fausto, Wittgenstein, Sublimação da Lógica, Ceticismo, PirronismoResumen
Este artigo desenvolve-se no sentido de traçar um paralelo comparativo entre a noção filosófica de ‘sublimação da lógica’ pertencente à filosofia do segundo Wittgenstein e as ilustrações literárias que podemos encontrar desta noção na narrativa de Fausto. A analogia é traçada a partir de sugestões do próprio Wittgenstein ao trazer de junto a textos de suas obras passagens e falas de Fausto. Depreende-se desta comparação um determinado estatuto da razão humana e da própria filosofia, o estatuto de que nada deve ser procurado em algures atrás dos fenômenos, estatuto que parte do pensamento morfológico de Goethe. Este estatuto também se comporta como uma crítica ao estatuto homogêneo da filosofia e da razão no ocidente, onde uma essência reside por trás de cada fenômeno e que a esta essência a filosofia teria um acesso privilegiado, seja através da razão ou mesmo do uso racional da linguagem. A noção de ‘sublimação da lógica’ se refere especificamente a este aspecto privilegiado que a linguagem recebe através da lógica filosófica racional, um privilégio de ordem metafísica ontológica.
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