Sobre vulnerabilidades e a dimensão moral
um breve roteiro
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2025v18n2.15329Palavras-chave:
Vulnerabilidade, Ética, Justiça, Bioética, Pandemia, Era digitalResumo
O artigo oferece um roteiro conceitual e normativo sobre a vulnerabilidade, mostrando por que ela se tornou uma categoria central nos debates em moral, política, direito, bioética e tecnologias digitais. A partir da distinção entre vulnerabilidade ontológica e relacional, reconstruiremos a taxonomia proposta por Catriona Mackenzie (vulnerabilidade inerente, situacional e patogênica, em estados disposicional e atual) para evidenciar o caráter dinâmico e relacional da exposição a danos. Em seguida, discutiremos a relação entre vulnerabilidade, obrigações morais e deveres de justiça, identificando a responsabilidade individual e o papel do Estado em relações de cuidado marcadas por assimetrias de poder. Também analisaremos esse conceito no contexto da pandemia de Covid-19, no campo da bioética (pesquisa, clínica e saúde pública) e seus desdobramentos na teoria dos direitos humanos. Por fim, o texto aborda a vulnerabilidade digital e a injustiça estrutural algorítmica, mostrando como sistemas automatizados podem reproduzir desigualdades, mas também abrir espaço para estratégias de justiça estrutural. Concluiremos em defesa de uma ética da vulnerabilidade como condição para sociedades mais justas e resilientes.
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