Liberdade de expressão: Entre o ideal milliano e a realidade algorítmica
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2025v18n2.15132Palavras-chave:
liberdade de expressão, John Stuart Mill, plataformas digitais, redes sociais, algoritmoResumo
O artigo analisa a validade da concepção clássica de liberdade de expressão formulada por John Stuart Mill diante do cenário contemporâneo das mídias sociais e das plataformas digitais. A reflexão parte do princípio de que o ideal de uma liberdade de expressão absoluta foi concebido em um contexto específico, marcado por restrições externas e escassez de vozes dissidentes. No entanto, o ambiente digital atual é regido por lógicas de visibilidade seletiva, filtragem algorítmica e performatividade discursiva, que remodelam profundamente o modo como os discursos circulam, são escutados e impactam o espaço público. A promessa de pluralismo e deliberação encontra-se tensionada por sistemas que amplificam determinados conteúdos, silenciam outros e direcionam as interações segundo critérios não transparentes. Nesse contexto, o artigo defende que não é possível sustentar uma concepção absoluta de liberdade de expressão. O funcionamento estrutural das plataformas impede que essa liberdade se realize de maneira equitativa, tornando urgente a revisão dos seus pressupostos. A tese central é a de que a liberdade de expressão, se compreendida nos moldes clássicos, não encontra respaldo nas condições reais impostas pelo ecossistema digital.
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