Sofrimento e interpessoalidade na absoluta ausência de resposta
reflexão fenomenológica sobre a relação entre médico e paciente em face do coma
DOI:
https://doi.org/10.36661/1983-4012.2025v18n2.14504Palavras-chave:
Fenomenologia, Ética, Levinas, Enfermidade, Merleau-PontyResumo
O seguinte artigo busca trazer uma reflexão fenomenológica acerca do limite da noção de sofrimento como entidade clínica determinada, em específico se tratando de situações de coma. É possível considerar alguém que está em coma como estando em sofrimento? Ou melhor, como tendo pessoalidade? De acordo com a influente definição de pessoa de Eric Cassell (1982), que determina o sofrimento como ameaça a integridade da pessoa, experiência essa que é dada no tempo e é fruto do distúrbio de comportamentos que fundamentam uma identidade pessoal, não se poderia assumir que em um coma haveria dimensão pessoal. Buscaremos no seguinte trabalho trazer alguns elementos das limitações apontadas por Braude (2012) na posição de sofrimento pessoal de Cassell, em diálogo com a abordagem ética fundada na análise fenomenológica proposta por Zielinski (2022), na qual a autora propõe uma fenomenologia do homem em que o humano está ausente. Tais análises buscaram investigar uma dimensão inconsciente de pessoalidade, dadas numa relação de vulnerabilidade e de interpessoalidade.
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