O ensino de Histologia e Neuroanatomia por meio de jogos e materiais didáticos: experiência extensionista de uma educação não-formal

Palavras-chave: Neurociências, Educação Básica, Ensino, Extensão Universitária

Resumo

O ensino de Neuroanatomia e Neuro-Histologia pode ser facilitado pelo uso de jogos e materiais didáticos. No “Conhecendo o Cérebro 2019”, ação extensionista executada por alunos e docentes da instituição focando na divulgação científica, dois estandes apresentaram atividades lúdicas abordando Neuroanatomia e Neuro-Histologia. O objetivo desse trabalho é relatar as propostas e fornecer subsídios para sua réplica. A ação foi dividida em três etapas: explicação sobre o encéfalo, com mostra de peças anatômicas reais e modelo didático; visualização de corte histológico do encéfalo, por meio do microscópio óptico e modelo didático inclusivo; e jogos para reforçar as informações apreendidas. Como resultado, 335 estudantes da Educação Básica, universitários e pessoas do público geral visitaram o evento e interagiram com as propostas didáticas fornecidas nos estandes. Eles fizeram perguntas, manipularam os materiais didáticos e jogaram o Jogo da memória dos lobos cerebrais. Além dessa interação e contribuição para com a alfabetização científica da comunidade externa, ações que divulgam a ciência também são importantes para o crescimento intelectual e profissional dos alunos. Sugere-se que os materiais didáticos descritos no trabalho sejam utilizados como recurso pedagógico, a fim de facilitar o aprendizado de Neuroanatomia e Neuro-Histologia.

Palavras-chave: Neurociências; Educação Básica; Ensino; Extensão Universitária

 

Teaching of Neurohistology and Neuroanatomy through games and didactics materials: extension experience of a non-formal education  

Abstract: Teaching neuroanatomy and neurohistology can be facilitated by the use of games and teaching materials. In "Knowing the Brain 2019", an extension action carried out by students and teachers of the institution focusing on scientific dissemination,  two stands proposed recreational activities addressing neuroanatomy and neurohistology. The purpose of this work is to report the proposals and provide subsidies for their reply. The action was divided into three stages: explaining the brain with a sample of real anatomical pieces and a didactic model; visualization of a histological section of the brain through the optical microscope and an inclusive didactic model; and games to reinforce the information learned. As a result, 335 Basic Education students, university students, and the general public visited the event and interacted with the stands' didactic proposal. The visitors asked questions, manipulated the teaching materials, and played with the memory game of the lobes.  In addition to this interaction and contribution to the scientific literacy of the external community, actions that disseminate science are also important for students' intellectual and professional growth. It is suggested that the teaching materials described here can be used to facilitate neuroanatomy and neurohistology learning.

Keywords: Neuroscience; Basic Education; Teaching; University Extension

Biografia do Autor

Isabelle Poleto Smentkoski, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Graduando em Ciências Biológicas na Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Letícia Sayuri Ribeiro Sazaka, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Graduando em Ciências Biológicas na Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Gabriela Mariano Tomé, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Graduando em Ciências Biológicas na Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Henrique Guilherme Santos Martins, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Graduando em Ciências Biológicas na Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Carolina Guarini Marcelino, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Professora Temporária Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Bruno Miguel Nogueira Souza, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Professor Adjunto na Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Roberta Ekuni, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Professora Adjunta na Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Referências

Almeida, R. C. S., & Barros, I. O. (2018). Tapete histológico como proposta para uma melhor aprendizagem de histologia animal para estudantes do Ensino Médio. Anais do ENALIC – Encontro Nacional das Licenciaturas, 7. Fortaleza. Ceará: UECE.

Alves, C. J. S., & Gonçalves, D. C. D. C. A. (2019). Neurociências e educação. Diferentes olhares que se complementam. Revista Acadêmica Feol, 1(1), 98-116.

Batarfi, M., Valasek, P., Krejci, E., Huang, R., & Patel, K. (2017). The development and origins of vertebrate meninges. Biological Communications, 62(2), 73-81.

Coelho, G. C. (2014). O papel pedagógico da extensão universitária. Em Extensão, 13(2), 11-24.

Colombo, D. A. (2019). Jogos didáticos como instrumentos de ensino. Revista Insignare Scientia-RIS, 2(3), 78-83.

Freitas, S. (2018). Are games effective learning tools? A review of educational games. Journal of Educational Technology & Society, 21(2), 74-84.

Gomes, A., Carvalho, E. T., & Maciel, C. M. L. A. (2019). A formação continuada de professores e suas implicações no fazer pedagógico. Research, Society and Development, 8(10), 1-10.

Howard-Jones, P. A., Ansari, D., De Smedt, B., Laurillard, D., Varma, S., Butterworth, B., … & Thomas, M. S. C. (2016). The principles and practices of educational neuroscience: Comment on bowers. Psychological Review, 123(5), 620–627.

Ilari, B. (2014). A música e o cérebro: Algumas implicações do neurodesenvolvimento para a educação musical. Revista da ABEM – Associação Brasileira de Educação Musical, 11(9), 7-16.

Junqueira, L. C., & Carneiro, J. (2017). Histologia Básica: Texto e Atlas. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

Kandel, E. R., Schwartz, J. H., & Jessell, T. M. (1997). Fundamentos da neurociência e do comportamento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

Marandino, M. (2017). Faz sentido ainda propor a separação entre os termos educação formal, não formal e informal? Ciência & Educação (Bauru), 23(4), 811-816.

Marques, J. B. V., & de Freitas, D. (2017). Fatores de caracterização da educação não formal: Uma revisão da literatura. Educação e Pesquisa, 43(4), 1-24.

Martin, J. H. (2014). Neuroanatomia: Texto e Atlas. 4. ed. Porto Alegre: AMGH Editora.

Ministério da Educação. 2018. Base Nacional Comum Curricular, de 14 de dezembro de 2018. Secretária de Educação Básica, p. 1-600.

Moura, P., Luis, I., Zeggio, L., Bueno, O. F. A., & Ekuni, R. (2019). Caçadores de Neuromitos Kids: Manual de Neuroarte. Florianópolis: IBIES. Recuperado de: https://www.cacadoresdeneuromitos.com/manual-de-neuroarte.

Ramos, D. K., & Rocha, N. L. (2016). Avaliação do uso de jogos eletrônicos para o aprimoramento das funções executivas no contexto escolar. Revista Psicopedagogia, 33(101), 133-143.

Radmann, T. T. F., & Pastoriza, B. D. S. (2019). Um olhar sobre as produções acerca da Divulgação Científica. Tecné, Episteme y Didaxis: TED, 45, 89-106.

Rezende, L. P., & Gomes, S. C. S. (2018). Uso de modelos didáticos no Ensino de Genética: Estratégias metodológicas para o aprendizado. Revista de Educação, Ciências e Matemática, 8(2), 107-124.

Santos, A. A., & Pereira, O. J. (2020). A importância dos jogos e brincadeiras lúdicas na Educação Infantil. Revista Eletrônica PESQUISEDUCA, 11(25), 480-493.

Santos, I. L. V. L., & Silva, C. R. C. 2019. O Estudo da Anatomia Simples e Dinâmica 2. Ponta Grossa: Atena.

Santos, J. R., Silva, J. M., Lozza, S. L., & Silva, R. R. (2019). Jogo como ferramenta pedagógica no processo de aprendizagem de jovens e adultos com dificuldades. Caderno PAIC - Programa de Apoio à Iniciação Científica, 20(1), 461-476.

Santos-Lobato, B. L., Magalhães, Á. B., Moreira, D. G., Farias, F. P., Porto, L. K., Pereira, R. B., ... & Braga, T. K. K. (2018). Neurophobia in Brazil: Detecting and preventing a global issue. Revista Brasileira de Educação Médica, 42(1), 121-128.

Schvingel, C., Schneider, M. C., Schwertner, S. F., & Jasper, A. (2016). Uma experiência pedagógica em espaços não formais de aprendizagem. Trilhas Pedagógicas, 6(6), 184-195.

Sigman, M., Peña, M., Goldin, A. P., & Ribeiro, S. (2014). Neuroscience and education: Prime time to build the bridge. Nature Neuroscience, 17(4), 497-502.

Silva, G. B., Rodrigues, A. B, & Freitas, S. R. S. (2017). O Ensino do tecido hematopoiético pela ótica da modelização: Uma abordagem factível. Cadernos de Educação, 16(32), 123-134.

Stella, L. F., & Massabni, V. G. (2019). Ensino de Ciências Biológicas: Materiais didáticos para alunos com necessidades educativas especiais. Ciência e Educação (Bauru), 25(2), 353-374.

Wolpaw, J. R. (2018). The negotiated equilibrium model of spinal cord function. The Journal of Physiology, 596(16), 3469-3491.

Publicado
09-09-2020
Como Citar
SMENTKOSKI, I.; SAZAKA, L.; TOMÉ, G.; MARTINS, H. G.; MARCELINO, C.; SOUZA, B. M.; EKUNI, R. O ensino de Histologia e Neuroanatomia por meio de jogos e materiais didáticos: experiência extensionista de uma educação não-formal. Revista Brasileira de Extensão Universitária, v. 11, n. 3, p. 301-313, 9 set. 2020.
Seção
Artigos