DAS DISCÓRDIAS CIVIS ÀS VIAS EXTRAORDINÁRIAS, DO DESEJO DO POVO À IMPOSTURA DO PODER

  • Dario de Negreiros

Resumo


São bem conhecidos os elogios que faz Maquiavel à divisão social e ao conflito. Dirá, por exemplo, que “quem condena o tumulto entre os nobres e a plebe parece censurar as coisas que foram a causa primeira da liberdade de Roma”. Mas que os tumultos sejam a causa da liberdade, há muitas formas de compreendê-lo. Se é Maquiavel um louvador do conflito, seria-o apenas, para muitos, desde que ele se expresse por meio do ordenamento legal e das vias institucionais. Trataremos, aqui, de outro Maquiavel: autor atento às formas como a opressão se traveste de democracia, ao modo como a República, mesmo sem promover o rompimento da ordem legal, pode interverter-se em autoritarismo – e que, para romper as amarras deste legalismo autoritário, convoca-nos à transgressão e à conspiração. Eis o Maquiavel de Claude Lefort.
 

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Dario de Negreiros
Graduado em Jornalismo, Psicologia e Filosofia, é mestrando do Departamento de Filosofia da USP, sob orientação da Prof. Marilena Chauí.  
Publicado
10-12-2017
Como Citar
NEGREIROS, Dario de. DAS DISCÓRDIAS CIVIS ÀS VIAS EXTRAORDINÁRIAS, DO DESEJO DO POVO À IMPOSTURA DO PODER. Gavagai - Revista Interdisciplinar de Humanidades, [S.l.], v. 4, n. 2, p. 25-37, dez. 2017. ISSN 2358-0666. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/GAVAGAI/article/view/9080>. Acesso em: 17 jan. 2019.
Seção
Artigos