A CRÍTICA DA MORALIDADE EM MACHADO DE ASSIS

Autores

  • Giovane Rodrigues Jardim IFRS

DOI:

https://doi.org/10.36661/2358-0666.2022v9n2.13206

Palavras-chave:

Vida lesada; Crítica da Moral; Literatura Brasileira; Teoria Estética.

Resumo

O presente trabalho propõe uma leitura da obra Memórias Póstuma de Brás Cubas (1981), de Machado de Assis (1839-1908), na perspectiva de crítica a moralidade da vida lesada. Desta forma, procura-se uma aproximação com a obra Mínima Moralia (1951) de Theodor Adorno que, em consonância com a Teoria Estética, possibilita situar Machado de Assis como crítico da moralidade vigente. Machado de Assis foi um importante pensador brasileiro, reconhecido não só pelos aspectos técnicos e estilísticos de suas obras literárias, mas pela dimensão de crítica social premente em seus escritos. Na dimensão estética, em sua transcendência histórica e não meramente enquanto uma arte produzida para a revolução, Machado de Assis questionou os valores vigentes, os conceitos de certo e errado, de bom e mau. Assim, ao não se deter em questões do primeiro plano das discussões, também evidencia a recusa deste em se manifestar como liberto das dicotomias da sociedade em que vivia. Não existe um estar por fora, um narrador capaz de ser o observador imparcial que seja isento de julgamentos valorativos.

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Publicado

22-03-2023

Como Citar

JARDIM, Giovane Rodrigues. A CRÍTICA DA MORALIDADE EM MACHADO DE ASSIS. Gavagai - Revista Interdisciplinar de Humanidades, Brasil, v. 9, n. 2, p. 113–126, 2023. DOI: 10.36661/2358-0666.2022v9n2.13206. Disponível em: https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/GAVAGAI/article/view/13206. Acesso em: 6 abr. 2025.