NOTAS SOBRE A PESTE

SOBREVIVÊNCIA, HISTORICIDADE E CRISE DO TEMPO

Autores

  • Cássio Guilherme Barbieri

DOI:

https://doi.org/10.36661/2358-0666.2020v7n1.11854

Palavras-chave:

Historicidade, Peste, Heterocronia, Albert Camus, Sobrevivência

Resumo

Este trabalho analisa o reaparecimento sintomático da metáfora pestífera, a partir do romance A Peste, de Albert Camus. A análise opera dentro de uma dupla abordagem da sobrevivência. Por um lado, compreende-se a peste enquanto presença do passado no contexto da crise da historicidade moderna, na primeira metade do século XX, ou seja, das reflexões acerca da configuração e crise de um regime de historicidade moderno, marcado pela cisão entre passado e presente/futuro e pela predominância do futuro, tomado como horizonte de expectativa aberto. Por outro lado, compreende-se a peste em seu caráter sintomal da historicidade endógena, própria aos objetos culturais. Portanto, enquanto presença que congrega em si formas de historicidade e temporalidades heterogêneas, cuja compreensão impõe-se como desafio.

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Publicado

25-11-2020

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

BARBIERI, Cássio Guilherme. NOTAS SOBRE A PESTE: SOBREVIVÊNCIA, HISTORICIDADE E CRISE DO TEMPO. Gavagai - Revista Interdisciplinar de Humanidades, Brasil, v. 7, n. 1, p. 104–118, 2020. DOI: 10.36661/2358-0666.2020v7n1.11854. Disponível em: https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/GAVAGAI/article/view/11854. Acesso em: 6 abr. 2025.