EFEITO IN VITRO DO EXTRATO DE TUCUMÃ (ASTROCARYUM ACULEATUM) EM CÉLULAS MONONUCLEARES DE SANGUE PERIFÉRICO

  • FELIPE ONGARATTO UFFS
  • Beatriz da Silva Rosa Bonadiman UFSC
  • Filomena Marafon UFSC
  • Greicy Cristine Kosvoski UFFS
  • Claudio do Carmo Chaves USP
  • Claudia Maria Chaves UFAM
  • Ivana Beatrice Mânica da Cruz UFSM
  • Margarete Dulce Bagatini UFFS

Resumo

EFEITO IN VITRO DO EXTRATO DE TUCUMÃ (ASTROCARYUM ACULEATUM) EM CÉLULAS MONONUCLEARES DE SANGUE PERIFÉRICO 
Felipe Ongaratto¹ 
Beatriz da Silva Rosa Bonadiman² 
 Filomena Marafon³ 
 Greicy Cristine Kosvoski4 
 Claudio do Carmo Chaves5 
 Claudia Maria Chaves6 
 Ivana Beatrice Mânica da Cruz7 
 Margarete Dulce Bagatini8 
 
Eixo: educação em saúde. 
 
Introdução: O tucumã (Astrocaryum aculeatum) fruto nativo da Amazônia Brasileira, vem sendo estudado por apresentar uma série de compostos bioativos, como, vitamina A, ômega 3, 6 e 9, carotenoides, catequinas e quercetina que trariam benefícios para saúde humana. Estudos prévios demonstraram a capacidade antitumoral, anti-hiperglicêmica e antimicrobiana desse fruto. Porém, ainda são poucos os estudos com esse extrato. Objetivos: Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi verificar o efeito do extrato hidroalcoólico de tucumã nas células mononucleares de sangue humano. Metodologia: Células mononucleares de sangue humano foram coletadas de voluntários saudáveis (Comitê de Ética nº 822.782) e separadas por gradiente de densidade. O cultivo foi realizado com meio RPMI com 10% de soro fetal bovino e 1% de antifúngico e antibiótico. As células foram mantidas em estufa com controle de temperatura e umidade.  Após duas horas de adaptação a placa, as células foram tratadas com diferentes concentrações do extrato de tucumã (5, 10, 50, 100 e 500 mg/mL) por 24 horas e realizados os testes de viabilidade celular (MTT). Para as análises de estresse oxidativo (mielopexosidase, óxido nítrico, substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), tióis não proteicos (NPSH) e tióis proteicos (PSH) foram utilizadas as concentrações de (10, 50, 100ug/mL). Os dados foram expressos como porcentagem do grupo controle e analisados estatisticamente com análise unidirecional de variância, seguida do teste post hoc de Tukey, utilizando o software Graphpad Prism versão 5.0 (Graphpad Prism Software Company, 2014). Resultados com p≤0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados e Discussão: Os resultados desse estudo demonstraram que todas as concentrações do extrato de tucumã foram capazes de melhorar a viabilidade celular, estimulando a proliferação das células (p<0.0001). Nos teste de estresse oxidativo, mieloperoxidase, óxido nítrico e tióis não proteicos foi possível observar que o extrato de tucumã não causou danos oxidativos, quando comparado com o controle, quando analisados os testes TBARS (p < 0.0144) e tios proteicos (p< 0.0010) foi possível observar que o extrato reduziu os danos oxidativos quando comparado com o controle, apresentando efeito benéfico sobre as células. Conclusão: Esses dados demonstram que o tucumã poderia melhorar a condição de estresse em células saudáveis, bem como aumentar a viabilidade celular, sugerindo que o tucumã possa ser utilizado como tratamento alternativo e suplementar em diversas doenças que elevam a produção de radicais livres. 
Palavras-chave: Tratamento; Tucumã; Cultivo celular. 
Publicado
13-06-2018
Como Citar
ONGARATTO, FELIPE et al. EFEITO IN VITRO DO EXTRATO DE TUCUMÃ (ASTROCARYUM ACULEATUM) EM CÉLULAS MONONUCLEARES DE SANGUE PERIFÉRICO. I Simpósio de Urgências e Emergências e II Semana Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul, [S.l.], v. 1, n. 1, jun. 2018. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SUE/article/view/7909>. Acesso em: 19 jan. 2019.