A DEPRESSÃO NA VIDA DE PESSOAS QUE REALIZAM À TERAPIA ANTIRRETROVIRLA PARA O HIV

  • Daniela Graczyk Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Resumo: Objetivo: analisar a relação entre a adesão à terapia antirretroviral e a depressão em pessoas de um serviço de infectologia da Região Oeste de Santa Catarina. Método: trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratório de cunho quantitativo. O campo de estudo foi um ambulatório de doenças infecciosas do oeste de Santa Catarina. A população foi composta por 64 adultos com idade igual ou superior a 20 anos e que estivessem em terapia antirretroviral a pelo menos três meses. A coleta de dados ocorreu de agosto a dezembro de 2016.  A seleção da população foi definida por conveniência, segundo a sua chegada no serviço de saúde. Foram utilizados os seguintes questionários para a pesquisa: Questionário de caracterização da população do estudo, os quais integrou dados sociodemográficos, econômicos e perfil clínico; Questionário para avaliação da adesão ao tratamento antirretroviral em pessoas com a infecção pelo HIV (CEAT-VIH) e a escala do Inventário de Depressão de Beck (BDI). Foram realizadas análises descritivas da escala e dos questionários. O projeto respeitou as normas e preceitos éticos da Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, com CAEE: 57581516.0.0000.5367 e número do parecer: 1.647.700. Resultados: segundo a caracterização demográfica, econômica e social de pessoas com infecção pelo HIV da região do Extremo Oeste e Santa Catarina, foi possível evidenciar um maior predomínio de pessoas do sexo feminino (33), na raça de cor branca (41), com o primeiro grau incompleto (27), situação conjugal casados  que convivem com companheiro (a) (42), que tenham de um a três filhos (41),que possuem renda familiar entre 1(um) e 2(dois) salários mínimos (30), sendo que a maioria das famílias, tem de uma a duas pessoas que dependem da renda mensal (27), metade das pessoas não estão empregadas no momento (32), e as que estão trabalhando  relatam que em seu local de trabalho seus colegas sabem sobre o seu diagnóstico de HIV (28). Segundo a relação entre a adesão à terapia medicamentoso e o nível de depressão, foi possível identificar que existe uma relação entre a depressão e a adesão à terapia medicamentosa. O que pode representar que pessoas que apresentam um grau de depressão elevado tendem a apresentar uma baixa adesão à terapia medicamentosa. Assim,  quando menor for o grau de depressão , melhor será a adesão. Conclusão: assim, destaca-se que a avaliação da adesão à terapia antirretroviral relacionada a depressão deve ser melhor trabalhada por meio das equipes de saúde, buscando desenvolver estratégias a fim de melhorar a adesão e diminuir os episódios de sinais e sintomas da depressão destes pacientes. Da mesma forma, torna-se necessário, maiores investimentos da saúde, por meio de políticas públicas que envolvam a assistência ao paciente que realiza à terapia para a infecção pelo HIV, a fim de garantir uma maior adesão. Espera-se que através destes resultados, construam-se reflexões e discussões acerca da adesão relacionada a depressão, e desta forma, busca-se identificar os fatores que interferem na adesão, para assim, propor estratégias que venham a melhorar a qualidade de vida das pessoas em terapia antirretroviral.
Publicado
16-02-2018
Como Citar
GRACZYK, Daniela. A DEPRESSÃO NA VIDA DE PESSOAS QUE REALIZAM À TERAPIA ANTIRRETROVIRLA PARA O HIV. Congresso Internacional de Políticas Públicas de Saúde, [S.l.], v. 1, n. 1, fev. 2018. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/CIPPS/article/view/7090>. Acesso em: 20 jan. 2019.
Seção
Planejamento e Gestão dos Sistemas de Saúde