SINTOMAS DEPRESSIVOS AUTORRELATADOS EM IDOSOS E SUA RELAÇÃO COM DOR CRÔNICA, DOENÇAS CRÔNICAS, QUALIDADE DO SONO E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA

  • ODANOR FERRETTI TOMBINI FILHO UNOCHAPECÓ
  • Marcia Regina da Silva UNOCHAPECÓ
  • Fátima Ferretti UNOCHAPECÓ
  • Samira Pinto UNOCHAPECÓ

Resumo

Introdução: No Brasil, a cada ano, 650 mil novos idosos são incorporados à população brasileira, a maior parte com doenças crônicas. O país passou de um cenário de mortalidade da população jovem para um quadro de enfermidades típica dos países longevos, caracterizado por doenças que perduram por anos, com exigência de cuidados constantes, medicação contínua e exames periódicos, o que tem onerado substancialmente o sistema de saúde. Os sintomas depressivos (SD) são frequentemente vivenciados pelos idosos, constituindo-se num dos principais problemas de saúde pública.  Objetivos: O objetivo do estudo foi verificar a relação entre sintomas depressivos com a presença e intensidade da dor crônica, com a qualidade do sono e o nível de atividade física. Metodologia: Pesquisa com 385 idosos residentes em município catarinense. Utilizou-se o questionário adaptado de Morais, escala visual numérica da dor, questionário IPAQ para avaliação do nível e volume de atividade física (AF), escala de avaliação do índice de qualidade do sono de Pittsburgh (IQSP) e escala de depressão geriátrica (GDS). Análise dos dados pelo teste U de Mann-Whitney, Qui-Quadrado (X²) e correlação de Sperman. Resultados e Discussão: dos 385 idosos avaliados, 30,6% apresentaram SD. Dentre os idosos que apresentavam sintomas depressivos aqueles com maior queixa de dor, apresentaram pior qualidade do sono (QS) e menor volume de prática de atividades físicas (p=0,001). Os valores do X² entre dor crônica, qualidade do sono e nível de atividade física com presença e ausência de SD foram 25,078, 27,707 e 9,009 respectivamente (p<0,05) e a correlação entre sintomas depressivos e qualidade do sono foi de 0,423 (p<0,05). Quanto maior o volume de prática de atividades físicas do idoso menor os índices de SD, intensidade da dor crônica e melhor a QS. Nessa direção, incentivar a prática de atividade física pode promover a diminuição dos sintomas depressivos, melhorar a qualidade do sono e minimizar a intensidade da dor. Dentro desse contexto, a equipe de saúde precisa planejar ações, não somente com vistas a tratar as condições clínicas desta fase da vida, mas para prevenir, manter e promover a saúde física e psíquica do idoso. Conclusão: Idosos com sintomas depressivos apresentaram maior intensidade da dor, pior qualidade do sono e menor intensidade de atividade física (AF). Houve associação entre a presença de dor crônica, nível de AF e qualidade do sono com SD e correlação moderada entre SD e qualidade do sono.
Publicado
13-06-2018
Como Citar
FILHO, ODANOR FERRETTI TOMBINI et al. SINTOMAS DEPRESSIVOS AUTORRELATADOS EM IDOSOS E SUA RELAÇÃO COM DOR CRÔNICA, DOENÇAS CRÔNICAS, QUALIDADE DO SONO E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA. I Simpósio de Urgências e Emergências e II Semana Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul, [S.l.], v. 1, n. 1, jun. 2018. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SUE/article/view/7840>. Acesso em: 19 jan. 2019.