PERCEPÇÕES SOBRE O ATENDIMENTO PRESTADO AOS INDIVÍDUOS PRIVADOS DE LIBERDADE DO COMPLEXO PRISIONAL DE CHAPECÓ/SC – RELATO DE EXPERIÊNCIA

  • FELIPE ONGARATTO UFFS
  • Filomena Marafon
  • Beatriz da Silva Rosa Bonadiman
  • Aline Mânica
  • Margarete Dulce Bagatini
  • Alessandra Paiz
  • Sarah Franco Vieira de Oliveira Maciel

Resumo

Introdução: O sistema prisional brasileiro prevê como forma de punição e readequação de conduta, a reclusão de indivíduos transgressores. Entretanto, grande maioria dos alojamentos destinados a acomodar esses indivíduos apresenta péssimas condições tanto para a saúde física quanto mental dos presidiários (BRASIL, 2014). Acrescido a isso, têm-se uma maior probabilidade de desenvolvimento de infecções sexualmente transmissíveis, como a infecção ocasionada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) – condição em que há a depleção de linfócitos T CD4+ com consequente imunossupressão e aparecimento de infecções oportunistas (MONTAGNIER, 2009). Em virtude disso, ações que visam o conhecimento e melhoramento da condição clínica dessa população são de extrema relevância. Objetivo: Nesse contexto, o projeto de suplementação de vitamina D em pacientes soropositivos para HIV em uma população privada de liberdade se inseriu na rotina de saúde do Complexo Prisional de Chapecó/SC, Penitenciárias Agrícola e Industrial, e teve como objetivo a verificação das condições de atendimento a esta população.Metodologia: Durante o desenvolvimento das atividades do projeto, permanecemos na Unidade Básica de Saúde da Penitenciária Agrícola em diferentes períodos para realização da análise dos prontuários dos participantes da pesquisa, assim como a distribuição das doses de vitamina D, onde avaliou-se as condições de saúde disponibilizadas aos indivíduos pela visão e percepção de um acadêmico do Curso de Medicina.Resultados e Discussão: A visão do contexto de atendimento aos indivíduos privados de liberdade indica um bom acesso à saúde, o local conta com um ambulatório com infra-estrutura adequada para o recebimento dos pacientes, exame clínico e com profissionais cedidos pelo município para atendê-los. As consultas são realizadas mediante agendamento ou esses indivíduos são encaminhados para locais de pronto atendimento caso houver necessidade. Os prontuários servem como uma amostra do pleno funcionamento do serviço, pois é possível confirmar o acompanhamento longitudinal que é dado aos reclusos. Ademais, os detentos possuidores de boa conduta podem circular entre os demais funcionários para realizar atividades necessárias para o funcionamento da unidade. Conclusão: É possível perceber nitidamente a diferença que o cuidado à saúde, a interação social e a possibilidade de desempenhar uma função traz na reabilitação dessas pessoas. Isso só é possível através de uma visão holística do ser humano, compreendendo que a saúde não é apenas o bem-estar físico, mas também social e mental, proporcionado por atendimento de qualidade a esta população.
 
Palavras-chave:Acompanhamento; Visão holística; Privados de liberdade.
 
Referências
 
BRASIL. Informações Penitenciárias IFOPEN -Junho 2014. Ministério da Justiça: p. 148, 2014.
 
MONTAGNIER, L. 25 Years after HIV discovery: Prospects for cure and vaccine. Virology, v. 48, n. 32, p. 5815–5826, 2009.
Publicado
21-08-2018
Como Citar
ONGARATTO, FELIPE et al. PERCEPÇÕES SOBRE O ATENDIMENTO PRESTADO AOS INDIVÍDUOS PRIVADOS DE LIBERDADE DO COMPLEXO PRISIONAL DE CHAPECÓ/SC – RELATO DE EXPERIÊNCIA. Simpósio em Saúde e Alimentação, [S.l.], v. 1, n. 1, ago. 2018. ISSN 2526-9917. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SSA/article/view/8538>. Acesso em: 17 jan. 2019.