CAPACIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO TUCUMÃ (ASTROCARYUM ACULEATUM)

  • Greicy Cristine Kosvoski universidade federal da fronteira sul
  • Beatriz da silva rosa Bonadiman
  • Filomena Marafon
  • Helena Fornari Basso
  • Richardson Damis
  • Claudia do Carmo Chaves
  • Ivana Beatrice Mânica da Cruz
  • Margarete Dulce Bagatini

Resumo

Introdução: Substâncias antioxidantes estão presentes em diversos alimentos, principalmente naturais, e esses trazem muitos benefícios para quem os consome, agindo contra inflamações por exemplo, e evitando doenças degenerativas. Muito conhecido na região norte do país, o tucumã (Astrocaryum Aculeatum) uma fruta nativa da amazônica, rica em compostos bioativos como, ômega-3, 6 e 9, vitaminas A, B1 e C, fazendo dessa fruta, um alimento rico em propriedades benéficas para a saúde. Objetivo: Verificar a ação anti-inflamatória do tucumã em células sanguíneas humanas. Metodologia: Foram utilizadas células mononucleares, do sangue humano, cedidas por voluntários saudáveis (Comitê de Ética nº 822.782), e separadas por gradiente de densidade (Ficool Histopaque). A fitohemaglurinina (PHA) foi utilizada como modelo de inflamação.  O cultivo foi realizado com meio RPMI, composto de 10% de soro fetal bovino e 1% de antifúngico e antibiótico. As células foram plaqueadas em placas de 96 poços para posteriores tratamentos. Após um período de adaptação, as células foram tratadas com PHA 10% por 6 horas, exceto o controle e após com diferentes concentrações de tucumã (10, 50 e 100 µg/mL) por 24 horas, as células foram mantidas em estufa com controle da temperatura (37º) e umidade. Realizou-se então os testes de viabilidade celular (MTT), e para as análises de inflamação, as técnicas de mielopexosidase (MPO) e óxido nítrico (NO). Os dados foram expressos como porcentagem do grupo controle e analisados estatisticamente com análise unidirecional de variância, utilizando o software Graphpad Prism versão 5.0 (Graphpad Prism Software Company, 2014). Resultados com p≤0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados e Discussão: Com os resultados colocados em gráficos, pode-se analisar que na técnica de viabilidade celular (MTT) a concentração de 100mg/ml foi capaz de aumentar a viabilidade celular (p<0.0253). Já na técnica de mieloperoxidase, o resultado trouxe que, após inflamadas o tucumã na concentração de 50µg/ml (p<0.002) foi capaz de reduzir essa enzima produzida por mediadores inflamatórios. Na técnica de óxido nítrico, houve uma tendência a redução dos danos, porém não foram significativos. Conclusão: Nesse estudo analisou-se a capacidade anti-inflamatória do extrato hidroalcoólicode tucumã (Astrocaryum Aculeatum), fruta encontrada na Amazônia brasileira, com diversas propriedades para a saúde. Através dos resultados sugere-se que esse fruto tem capacidade anti-inflamatória, podendo apresentar benefícios quando consumido.
 
Palavras-chave: Antioxidante, Tucumã, anti-inflamatório.
Publicado
21-08-2018
Como Citar
KOSVOSKI, Greicy Cristine et al. CAPACIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO TUCUMÃ (ASTROCARYUM ACULEATUM). Simpósio em Saúde e Alimentação, [S.l.], v. 1, n. 1, ago. 2018. ISSN 2526-9917. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SSA/article/view/8529>. Acesso em: 17 jan. 2019.