ANÁLISE DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO ENVOLVENDO CRIANÇAS NO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ-SC

  • Brenda Hermann Bonifácio Universidade Comunitária da Região de Chapecó
  • Rosemar Bastos Universidade Comunitária da Região de Chapecó
  • Gérson Teixeira Zanusso Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Resumo

Introdução: Os acidentes de trânsito (AT) são responsáveis por um grande número de atendimentos, internações, incapacidades e configuram-se como a principal causa de óbitos em crianças entre 0-9 anos no Brasil e no mundo (ALMEIDA; LIMA; SILVA, 2013). Portanto, acarretam altos índices de morbidade e mortalidade, representando um problema de saúde pública mundial (GORIOS et al., 2014). Contudo, a evitabilidade desses acontecimentos é possível, porém somente torna-se concreta através do envolvimento de todos os setores da sociedade na elaboração de políticas para a prevenção (MALTA et al., 2016). Objetivos: Verificar a morbi-mortalidade por AT e o perfil epidemiológico das crianças entre 0-11 anos vítimas de AT, no município de Chapecó-SC, entre janeiro/2014 a dezembro/2017. Metodologia: Estudo observacional, descritivo do tipo transversal realizado através de dados clínicos dos prontuários de crianças vítimas de AT atendidas no Hospital da Criança e no Hospital Regional do Oeste e dos boletins de ocorrência fornecidos pelo 2º Batalhão de Polícia Militar.  Resultados e Discussão:  Foram registradas 114 lesões por AT, representando uma taxa de mortalidade de 3,8/1000 habitantes, gerando grande impacto na sociedade, visto que Chapecó-SC é um município de porte médio. Além disso, ao analisar um estudo realizado no munícipio, os números do estudo em questão representaram um aumento de 356%. A média de idade variou entre 6 e 7,3 anos, em menores de 10 anos os AT caracterizam-se por serem mais letais e instáveis devido a vulnerabilidade das vítimas; logo, os dados deste estudo são indicativos de importância, considerando que os AT em sua maioria são evitáveis e preveníveis. Em relação ao sexo, em 2014 e 2015 houve predomínio do feminino, já nos anos seguintes do masculino. Uma possível explicação para que ambos os sexos sejam acometidos de forma igualitária, é de que Chapecó-SC possui características típicas de uma cidade interiorana. Desse modo, as crianças possuem maior liberdade para suas atividades diárias e de lazer, o que configura maior exposição no ambiente onde há trânsito elevado. Com relação ao horário, a maioria das ocorrências aconteceram durante o dia. O reconhecimento desses horários mais específicos corresponde aos horários de maior movimento no trânsito, fato comumente relacionado com os horários de entrada e saída de escolas, bem como de expediente laboral dos pais. Referente aos dias da semana, percebeu-se maior prevalência no domingo e na segunda-feira, seguidos pela quinta-feira, uma vez que, durante a semana a maior parte dos indivíduos realizam atividades fora de casa, aumentando o fluxo no trânsito. Uma justificativa para que esses traumas tenham ocorrido no domingo é de que esse dia é marcado por encontros familiares, propiciando a presença das crianças nas ruas, além de viabilizar o deslocamento dos veículos. Em 2016 e 2017, a maior prevalência sobre o tipo de acidente foi AT carroXcarro, seguido de atropelamento, ambos por imprudência dos adultos. Conclusão: Um estudo de análise da morbi-mortalidade e perfil epidemiológico das vítimas possibilita a maior compreensão dos fatores que propiciam os acidentes e quem está sendo acometido, assim, torna-se possível o planejamento de estratégias específicas para a região.
Publicado
10-08-2018
Como Citar
BONIFÁCIO, Brenda Hermann; BASTOS, Rosemar; ZANUSSO, Gérson Teixeira. ANÁLISE DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO ENVOLVENDO CRIANÇAS NO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ-SC. Simpósio em Saúde e Alimentação, [S.l.], v. 1, n. 1, ago. 2018. ISSN 2526-9917. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SSA/article/view/8490>. Acesso em: 17 jan. 2019.