ESTUDO DE DNA LIVRE CIRCULANTE EM PLASMA DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA DO OESTE DE SANTA CATARINA

  • arthur philipe bahr schafer unochapecó
  • Kendy Otak
  • Marcelo Moreno
  • Juliana Cristina Schmidt

Resumo

Introdução: O câncer de mama (CM) é uma neoplasia maligna que apresenta como principais fatores de risco sexo feminino, idade entre 40 e 60 anos, primeira gravidez após os 35 anos, história prévia, história familiar, exposição à radiação e obesidade (SBM; 2016, STEWART, WILD; 2014, INCA; 2016). O desenvolvimento e agressividade do tumor podem ser promovidos pela mutação em genes responsáveis por regular a atividade celular ou o ciclo celular. Essas mutações uma vez presentes são passíveis de serem analisadas e identificadas por análise genética de DNA tumoral.  Mutações nos genes TP53 e PIK3CA são fatores importantes na carcinogênese mamária, podendo ser identificadas por análise de DNA tumoral ou DNA livre circulante em diversos tipos de tumor (ZHOU, et al.; 2016). Objetivos: Comparar duas metodologias para extração de DNA circulante em amostras sanguíneas de pacientes do oeste de Santa Catarina com diagnóstico de carcinoma mamário invasivo. Metodologia: Estudo observacional, descritivo e transversal no qual amostras de plasma, coletadas no momento da excisão cirúrgica do tumor, tiveram o DNA extraído, utilizando kit DNA QiAmp (Qiagen) e outro método descrito previamente para extração de DNA fetal (LO, et al.; 1997) O DNA extraído foi amplificado utilizando iniciadores para os genes TP53 e PIK3CA e analisado por eletroforese. Foram coletados adicionalmente dados clínicos, anatomopatológicos e imuno-histoquímicos das pacientes. Resultados e Discussão: Das 12 pacientes analisadas, 50% apresentavam tumor no quadrante superior lateral da mama esquerda, 66% eram do tipo Luminal B, enquanto que 33% eram do tipo Luminal A. A amplificação do gene TP53 a partir de DNA livre circulante foi obtida para todas as amostras extraídas com kit comercial e para 75% das amostras extraídas pelo método descrito para obtenção de DNA fetal. Conclusão: Dos dois métodos utilizados para a purificação e extração de DNA livre circulante, ambos se mostraram eficientes para a pesquisa. O método do kit comercial apresentou uma seleção melhor do fragmento do DNA analisado. Enquanto que o fetal, apesar de mais simples e barato, também apresentou a presença de DNA, se tornando uma técnica viável para extração de DNA livre circulante de 75% das pacientes.
Palavras-chave: Câncer de mama; Biomarcadores; tp53; Pik3CA.
Publicado
09-08-2018
Como Citar
BAHR SCHAFER, arthur philipe et al. ESTUDO DE DNA LIVRE CIRCULANTE EM PLASMA DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA DO OESTE DE SANTA CATARINA. Simpósio em Saúde e Alimentação, [S.l.], v. 1, n. 1, ago. 2018. ISSN 2526-9917. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SSA/article/view/8412>. Acesso em: 17 jan. 2019.