CONSUMO DE ALIMENTOS PROCESSADOS POR UNIVERSITÁRIOS:

CONHECIMENTO SOBRE RÓTULOS E SEUS IMPACTOS NA DIETA

  • Andressa Agnolin De Oliveira Universidade Federal Da Fronteira Sul
  • Angela Makeli Kososki Dalagnol
  • Fabiana Brum Haag

Resumo

Introdução: A presente pesquisa tem como propósito verificar o consumo de alimentos processados por estudantes universitários de cursos integrais tendo em vista que a alimentação é preditiva de vida mais saudável. O aumento da produção e consumo de alimentos processados é uma das principais causas da atual pandemia de obesidade, doenças e agravos crônicos de saúde. Entre os universitários a falta de tempo, convivência, custo, entre outros, são os principais determinantes nas escolhas alimentares. Segundo Davy et al. (2006 apud MARTINS, 2009, p.4) os hábitos alimentares tendem a piorar durante a permanência no ensino universitário, sendo frequente a irregularidade das refeições. Outro aspecto é a importância de ler as informações nutricionais contidas nos rótulos, pois possibilita um maior controle sobre a alimentação adequada e os componentes dos alimentos. Objetivos: O presente estudo tem por objetivo analisar o consumo de alimentos processado por universitários e sua relação com as informações nutricionais contidas em seu rótulo. Metodologia: Estudo quantitativo transversal, com 128 estudantes da Universidade Federal da Fronteira Sul. Foi aplicado um questionário por conveniência onde foram identificados o consumo de alimentos processados, o hábito da leitura do rótulo e o conhecimento sobre os mesmos. Para a análise estatística foi utilizado o programa Microsoft Office Excel 2016. Resultados e Discussão: Da amostra 55,46% são do sexo feminino e 44,54% do sexo masculino, com média de 22 anos, sendo que identificou-se que o consumo de alimentos processados, por semana, dos estudantes, foi 13,28% que consomem diariamente, 10,15% consome de 4 a 5 vezes, 38,28% consomem de 2 a 3 vezes, 24,21% consome menos de 2 vezes e 14,06% consome raramente. Isto evidencia que a maioria dos estudantes não possui uma alimentação adequada devido ao alto consumo de alimento processados os quais incluem frituras, salgadinhos, embutidos. Em relação a leitura das informações nutricionais contidas nos rótulos observou-se que 30,46% nunca lê, 31,25% quase nunca, 27,34% lê algumas vezes e somente 10,93% quase sempre leem os rótulos dos produtos consumidos. Isto revela que não há uma preocupação com o que estão ingerindo. Salienta-se a importância desta leitura, pois permite ao consumidor uma escolha adequada e uma dieta balanceada possibilitando diminuir a ocorrência de problemas de saúde relacionado aos maus hábitos alimentares. Constatou-se também que 75,78% dos estudantes não observa especificamente nos rótulos informações como gordura trans, saturada e sódio e que apenas 24,21% observa o que está consumindo. Sabe-se que a alimentação desses jovens adultos se caracteriza pela predominância de alimentos ricos em gordura total, saturada e sódio o que tende a causar agravos em sua saúde. Conclusão: A partir deste estudo foi possível perceber que os alimentos processados se encontram cada vez mais presentes na dieta dos universitários e seu elevado consumo alertam para a influência desses alimentos sobre a saúde e nutrição destes. Conclui-se que a leitura dos rótulos é realizada por uma minoria de universitários o que demonstra falta de interesse na própria alimentação, sendo importante a implementação de estratégias de promoção de saúde e alimentação saudável na amostra pesquisada.
Publicado
08-08-2018
Como Citar
DE OLIVEIRA, Andressa Agnolin; DALAGNOL, Angela Makeli Kososki; HAAG, Fabiana Brum. CONSUMO DE ALIMENTOS PROCESSADOS POR UNIVERSITÁRIOS:. Simpósio em Saúde e Alimentação, [S.l.], v. 1, n. 1, ago. 2018. ISSN 2526-9917. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SSA/article/view/8390>. Acesso em: 17 jan. 2019.