USO DO CALIFORNIA MASTITIS TEST COMO INDICADOR DE QUALIDADE DO LEITE DE VACAS

  • Angélica Link
  • Alcione Santa Catarina
  • Marla Schneider Universidade Federal Fronteira Sul
  • Bruna Rizzo
  • Maiara Garcia Blagitz Azevedo

Resumo

Introdução: A avaliação da qualidade do leite é de extrema importância e o consumo de leite cru ainda é frequênte. O risco de transmissão de patógenos existe, por isso, os produtos devem passar por inspeção de um Médico Veterinário habilitado. Além disso, a falta de padronização, fraudes e baixa qualidade dos produtos são comuns quando comercializados sem fiscalização (RAYMUNDO; BERSOT; OSAKI, 2017). Um dos métodos utilizados para avaliação da qualidade do leite e diagnóstico de mastite é o California Mastitis Test (CMT), que é barato, rápido e conveniente, já que traz dados importantes sobre a saúde do úbere. Objetivos: Ressaltar a importância do diagnóstico de mastite de vacas, enfatizando o controle de qualidade do leite e seus derivados destacando os perigos do consumo do leite cru. Metodologia: Foram coletadas 355 amostras, os tetos foram limpos e os primeiros jatos de leite descartados. Utilizou-se raquete própria para CMT, onde foram depositados 2mL de leite e 2mL de reagente violeta de bromocresol 0,02% para cada teto em poços separados. Após homogeneização, a leitura foi feita considerando os parâmetros de intensidade 0-negativo, 1-traços, 2-fracamente positivo, 3-intermediário positivo e 4-fortemente positivo (SCHALM; NOORLANDER, 1957). O reagente lisa os leucócitos presentes no leite e coagula a proteína das células, por isso, quanto maior a viscosidade da reação, maior o indicativo de mastite, processo inflamatório/infeccioso. Resultados e Discussão: Das amostras analisadas, 8,73% apresentaram grau 1, 12,96% grau 2, 9,86% grau 3 e 11,83% grau 4, o que significa que 43,38% das amostras avaliadas resultaram em algum grau de positividade para o CMT. O ideal dos padrões de qualidade segundo a Instrução Normativa N⁰07 de 2016 é uma faixa entre 0 e 4,0 x105CS/mL (células somáticas) que seria subjetivamente equivalente ao grau 1. Ou seja, 34,65% tiveram grau 2, 3 ou 4 no teste de CMT, considerados leite de menor qualidade. Como mencionado anteriormente, o CMT traz valores subjetivos sobre a saúde da glândula mamária, e testes bacteriológicos e sorológicos precisam ser realizados para identificar agentes causadores de doenças no rebanho. O Staphylococcus aureus é comumente isolado nos quadros de mastite em bovinos e há relatos de gastroenterite estafilocócica em humanos causada pela toxina, que pode estar presente no leite cru ou até mesmo em leite que já passou por processamento térmico, já que tem característica termoestável (FAGUNDES; OLIVEIRA, 2004). Assim, é de suma importância identificar os animais com mastite subclínica e adotar medidas de controle e prevenção que diminuam a incidência desta enfermidade nos rebanhos e consequentemente reduzindo riscos a saúde pública. O leite e seus derivados passam por tratamentos térmicos e químicos muito eficientes nas indústrias, diminuindo drasticamente esse risco, por isso a importância do processamento. Conclusão: A avaliação da saúde da glândula mamária de bovinos leiteiros utilizando o CMT e outras técnicas é extremamente importante, considerando a qualidade do leite resultante desses animais. Enfatizando a importância do controle e inspeção no processamento do leite e o não encorajamento para o consumo de leite cru.
Publicado
07-08-2018
Como Citar
LINK, Angélica et al. USO DO CALIFORNIA MASTITIS TEST COMO INDICADOR DE QUALIDADE DO LEITE DE VACAS. Simpósio em Saúde e Alimentação, [S.l.], v. 1, n. 1, ago. 2018. ISSN 2526-9917. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SSA/article/view/8351>. Acesso em: 19 jan. 2019.