HÁBITOS DE HIGIENE E CONSUMO DE OVOS EM REALEZA E REGIÃO - PARANÁ

  • Bruna Rizzo
  • Marla Schneider Universidade Federal Fronteira Sul
  • Alcione Santa Catarina
  • Angélica Link
  • Maiara Garcia Blagitz Azevedo

Resumo

Introdução: O ovo é considerado um alimento de alto valor biológico, composto de vários nutrientes importantes para os humanos, como o carotenóide, luteína, zeaxantina, vitaminas e minerais (AGUIAR, et al., 2009). É considerado de fácil acesso devido ao seu baixo custo, porém é um dos alimentos mais associado a surtos de doenças transmitidas por alimentos, a destacar Salmonelose. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi avaliar as características dos consumidores de ovos quanto aos hábitos de higiene, forma de consumo e armazenamento deste produto. Metodologia: Foi aplicado um questionário fechado, contendo 16 questões referentes ao consumo de ovos, procedência, limpeza, frequência do consumo, armazenamento, consumo do ovo in natura, surgimento de sinais de intoxicação, entre outras. Foram entrevistadas um total de 55 pessoas de Realeza e região. Dos dados obtidos foi realizada porcentagem e comparados entre si. Resultados e Discussão: Dos entrevistados, 49,09% afirmaram consumir ovo industrial, 47,27% de origem colonial e o restante não demonstrou preferência. 69,09% afirmaram avaliar a limpeza dos ovos e 41,82% verificam a validade no ato da compra. 65,45% das pessoas consomem semanalmente, 27,27% diariamente e 5,45% mensalmente. Apenas 29,09% afirmaram ter preferência pela cor da casca dos ovos, e destes, 87,5% preferem casca marrom e 12,5% branca. De acordo com Lacerda, et al., (2016) existe uma preferência por parte da população por ovos de gema de cor mais intensa, desta forma o mesmo autor cita que possivelmente a preferência da cor da casca marrom/vermelha é ligado ao fato que a gema terá coloração semelhante à da casca. Das pessoas entrevistadas, 78,18% armazenam em geladeira e 21,82% em temperatura ambiente. Segundo Figueiredo, et al. (2011) os ovos mantidos refrigerados tem qualidade interna superior por período maior, quando comparado aos ovos mantidos em temperatura ambiente. Dos entrevistados, 36,36% afirmaram consumir ovo cru e desses, 75% na composição do creme de maionese, 10% na gemada, 10% em ambos e 5% em outros alimentos. Das pessoas consumidoras de ovo cru desse trabalho, apenas 10% afirmaram ter tido algum mal estar pós consumo e 50,91% das pessoas citaram a Salmonella spp. como patógeno transmitido pelo ovo cru, e 47,27% não sabiam quais doenças podem ser transmitidas pelo consumo de ovo in natura. Conclusão: Podemos concluir que o consumidor está mais atento à procedência, qualidade e higiene dos ovos, porém a maioria ainda não possui conhecimento sobre os possíveis patógenos transmitidos pelo ovo cru, o que ressalta a importância do acesso da população à informação e medidas de conscientização pelos órgãos públicos.
Publicado
07-08-2018
Como Citar
RIZZO, Bruna et al. HÁBITOS DE HIGIENE E CONSUMO DE OVOS EM REALEZA E REGIÃO - PARANÁ. Simpósio em Saúde e Alimentação, [S.l.], v. 1, n. 1, ago. 2018. ISSN 2526-9917. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/SSA/article/view/8350>. Acesso em: 17 jan. 2019.