A transformação da paisagem no Mato Grosso de Goiás
cidades projetadas e a produção agrícola (1940-1952)
DOI:
https://doi.org/10.36661/2238-9717.2026n48.15704Palavras-chave:
Hinterland, Marcha para o Oeste, Urbanização, Produção Agrícola, PioneirosResumo
Por volta da década de 1940, após o início da construção de Goiânia como nova capital do estado de Goiás, houve aumento na migração de trabalhadores para o estado. Como resultado da Marcha para o Oeste de Getúlio Vargas, foi criada a Colônia Agrícola de Goiás, promovendo parcelamentos rurais em vários locais do entorno do Mato Grosso de Goiás, atraindo ainda mais pioneiros para a região. Através dos relatos de Speridião Faissol e de pressupostos teórico-metodológicos de William Cronon, fez-se a análise de duas cidades projetadas entre as décadas de 1940 e 1950, as quais são Ceres e Goianésia, e do desenvolvimento de Anápolis, antiga vila que, no período estudado, representava o crescimento econômico como importante entreposto da produção agrícola emergente. É possível perceber que o planejamento urbano, inaugurado no estado em Goiânia, se apresentava como um marco do desenvolvimento e de adequação do modo de vida considerado atrasado (rural) ao modo de vida desejado para o século XX (urbano). A busca pelo aumento populacional nesta região de Goiás, apoiou-se na dualidade entre floresta e campo, entre agricultura e pecuária e entre desenvolvimento e atraso, tendo a natureza como cenário de justificativas para novos ganhos econômicos. É fundamental olhar para ações do passado a fim de compreender suas repercussões na atualidade e, neste caso, entender as transformações das paisagens rural e urbana.
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