Do Templo Cívico à Encruzilhada da Memória
a História Afro-Brasileira e o Museu da Inconfidência em Disputa
DOI:
https://doi.org/10.36661/2238-9717.2026n48.15544Palavras-chave:
Histórias Afrodiaspóricas, Museu da Inconfidência, Disputas de memóriaResumo
O artigo analisa o recente reposicionamento institucional do Museu da Inconfidência (MIn), em Ouro Preto, diante das disputas envolvendo a memória da escravidão e da diáspora africana. Tradicionalmente voltado à consolidação de uma interpretação cívica e hegemônica da história nacional, ancorada na memória da Inconfidência Mineira, o museu passou a dialogar com debates sobre a democratização das narrativas museais, buscando revisar sua abordagem histórica e problematizar a trivialização da escravidão. Em diálogo com outras experiências, brasileiras e estrangeiras, argumenta-se que o caso do MIn evidencia os desafios de integrar a memória afrodiaspórica às representações do patrimônio nacional e de incorporar perspectivas voltadas aos chamados passados sensíveis no espaço museal.
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