Memória LGBTI+ como prática de resistência
contribuições teóricas para pensar o patrimônio histórico e o espaço urbano
DOI:
https://doi.org/10.36661/2238-9717.2026n48.15465Palavras-chave:
Memória LGBTI+, Patrimônio cultural, Saberes dissidentesResumo
“A memória é uma arma”. Partindo dessa ideia de Ailton Krenak, este artigo convida a refletir sobre a memória LGBTI+, ao tomá-la como prática de resistência e “campo de lutas”. Fundamentados em uma perspectiva pós-estruturalista de inspiração foucaultiana, defendemos que as lacunas referentes ao reconhecimento das práticas culturais e produções espaciais associadas às existências LGBTI+ são historicamente construídas e sistematicamente mantidas. Consequentemente, a memória opera como um meio essencial de elaboração, salvaguarda e transmissão de saberes para a comunidade. Sendo assim, apresentamos uma discussão bibliográfica e ensaística que propõe um deslocamento na forma de compreender o patrimônio histórico e o espaço urbano a partir dos tensionamentos provocados pela memória LGBTI+.
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